Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito, a dengue, zika e chikungunya são doenças diferentes, com sintomas distintos. No verão, quando existem chuvas com maior frequência, a tendência é que o Aedes aegypti encontre mais locais para reproduzir e consequentemente, há um aumento nos casos dessas doenças. Conhecer as particularidades de cada uma pode ajudar a evitar a confusão com os sintomas de resfriados e gripes comuns. Confira!

Dengue

Na dengue, os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Em alguns casos, não há nenhuma reação, enquanto outros podem se desenvolver para quadros médios a graves, podendo causar hemorragia e choque. De modo geral, eles consistem em febre alta (maior que 38.5ºC), dor de cabeça, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite e manchas vermelhas no corpo (às vezes acompanhada de coceira).

Costuma durar de 5 a 7 dias (podendo chegar até 10), mas a debilidade física pode se prolongar por semanas. Condições prévias ou associadas como caso anterior de dengue, hipertensão arterial, diabetes, asma brônquica, entre outras doenças, podem favorecer a evolução para quadros mais graves.

As complicações podem incluir o comprometimento de órgãos como pulmões, coração, fígado, rins e sistema nervoso central.

Zika

De acordo com o Ministério da Saúde, 80% das pessoas infectadas pelo zika não desenvolvem manifestações clínicas. Porém, quando eles ocorrem, é comum sentir febre baixa (por vezes, nem sentida), olhos vermelhos sem secreção, dor muscular, dor de cabeça e dores nas articulações, além da ocorrência de manchas avermelhadas pelo corpo com coceira intensa.

Os sintomas menos frequentes incluem inchaço no corpo, dor de garganta, vômitos e tosse. Em geral, os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias, mas as dores nas articulações podem continuar por aproximadamente um mês. Embora raras, as formas graves podem ocorrer e, em alguns casos, evoluir para óbito.

O zika pode comprometer o sistema neurológico, causando debilidade muscular, além da possibilidade de reação autoimune (Síndrome de Guillain-Barré), que pode causar paralisia cerebral.

Chikungunya

Na chikungunya, os sintomas são similares aos da dengue (febre aguda, dores de cabeça, fadiga, náuseas e manchas avermelhadas com coceira). Um sinal que a diferencia são as fortes dores nas articulações e os inchaços que dificultam as atividades rotineiras. Os sintomas podem iniciar entre dois e doze dias após a picada, mas 30% dos casos são assintomáticos.

Após infectada, a pessoa adquire imunidade pelo resto da vida. Porém, o vírus pode causar a persistência dos sintomas por meses, até anos.

E a covid-19?

A covid-19 tem alguns sintomas similares aos de dengue, zika e chikungunya, como febre, dores de cabeça, dores no corpo, cansaço e mal-estar. Porém, somente nos quadros de covid-19 é que são comuns a falta de ar, alteração do olfato e paladar, além da produção de escarro. Vale lembrar, que na covid-19 não ocorrem as manchas vermelhas.

No caso do surgimento de qualquer sintoma, é importante buscar orientação médica. No início, pode ser difícil identificar a diferença entre elas e o diagnóstico é muito importante para o tratamento adequado.

Nenhuma automedicação é recomendada, mas nos casos de dengue é ainda mais grave, uma vez que o uso de medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios podem aumentar o risco de complicações hemorrágicas.

O mosquito é pequeno, mas o transtorno que ele pode trazer é bem grande. Por isso, lançamos a campanha “Um problemão sem tamanho”:

Confira também mais informações sobre a dengue hemorrágica e como identificá-la!