A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune, neurológica, crônica e progressiva que afeta o sistema nervoso central (medula espinhal e encéfalo).

Nossos neurônios são protegidos por uma camada que se chama mielina, e a pessoa com esclerose múltipla tem células de defesa do sistema imunológico que veem a mielina como uma ameaça, e passam a atacá-la. Assim, ela vai se desgastando até que o envio dos comandos do cérebro para o restante do corpo seja prejudicado.

É importante identificá-la e iniciar o tratamento o quanto antes) para reduzir os danos. Confira este artigo e saiba como!

Sintomas da esclerose múltipla

Os sintomas iniciais, normalmente, começam a ocorrer antes de o problema ser diagnosticado. Inicialmente são sentidos:

  • formigamentos, dormência, ardor e coceira nos braços, pernas, tronco ou face;
  • perda de força ou destreza em uma perna ou mão;
  • problemas de visão (visão turva ou clara, dor ao mover o olho etc.);
  • vertigem;
  • tontura;
  • fadiga;
  • em alguns casos, pode ocorrer menor sensibilidade ao toque.

Conforme a doença progride, outros sintomas mais graves podem começar a aparecer, sendo eles:

  • movimentos trêmulos, irregulares e ineficazes;
  • paralisias parciais ou completas;
  • contrações musculares involuntárias (espasticidade);
  • linguagem prejudicada, lenta com sussurros e titubeações;
  • dificuldade de controle emocional;
  • memória afetada;
  • problemas para controlar a bexiga e/ou o intestino;
  • demência (em casos mais graves).

Tipos de Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla pode avançar e retroceder de forma imprevisível, mas existem padrões de sintomas comuns que são classificados em tipos, como você verá a seguir.

Esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR)

É o tipo mais comum de EM. Nele, há períodos de surtos seguidos de melhoras completas ou com leves sequelas. Não ocorrem pioras entre um surto e outro. Pesquisas do passado constatavam que a maioria dos pacientes com este tipo, após 10 anos evoluíam para a EMSP, também conhecida como “secundariamente progressiva”. No entanto, de acordo com o portal Esclerose Múltipla Brasil, atualmente, o diagnóstico mais rápido e os tratamentos atuais podem ter mudado este quadro.

Esclerose múltipla secundária progressiva (EMSP)

Esta forma de EM está presente em 15% a 20% dos pacientes. Neste tipo, as pessoas com Esclerose Múltipla não se recuperam totalmente das crises e acumulam sequelas. Esta fase também é marcada pela progressão da doença sem que haja surtos.

Esclerose múltipla primária progressiva (EMPP)

Neste tipo, as crises pioram gradativamente, lenta e constantemente. Ela ocorre entre 10% a 15% dos casos e o diagnóstico é mais difícil, uma vez que não há surtos bem definidos e é preciso verificar a piora progressiva dos últimos 12 meses. Algumas pessoas vivem por anos sem incapacidades graves, enquanto outras as têm desde o diagnóstico.

Esclerose múltipla progressiva com surtos (EMPS)

Esta forma de EM é mais rara, acometendo menos de 5% dos pacientes. Ela tem início progressivo com surtos bem definidos, é uma forma mais rápida e agressiva, e até mesmo o período entre os surtos tem progressão contínua.

Fatores de risco da esclerose múltipla

A causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida, mas existem fatores genéticos importantes. Caso os pais ou irmãos tenham esclerose múltipla, as chances de desenvolvimento são maiores. A falta de vitamina D também está relacionada, assim como o tabagismo.

Também é importante ressaltar que a esclerose múltipla pode ocorrer em qualquer idade, sendo que a faixa etária mais afetada é dos 20 aos 40 anos, principalmente mulheres.

Diagnóstico

O diagnóstico costuma ser feito por meio da avaliação clínica, em que o médico analisa sinais, sintomas e analisa estímulos do sistema nervoso usando testes físicos. Depois, há a realização da ressonância magnética para verificar as zonas de desmielinização no cérebro e na medula espinhal. Também podem ser solicitados exames de sangue e punção lombar.

Tratamento da Esclerose Múltipla

Apesar de não ter cura, o tratamento da esclerose múltipla é muito importante, pois pode barrar a evolução e controlar sua agressividade. Já existem diversos remédios (injetáveis, endovenosos, orais, subcutâneos etc.), e o médico deve avaliar a resposta à medicação, uma vez que cada paciente pode responder de uma maneira.

Além disso, o ideal é que o paciente tenha o apoio de uma equipe multidisciplinar que, além do neurologista, também conte com oftalmologista, fisioterapeuta, gastroenterologista, psicólogo, psiquiatra, urologista e fonoaudiólogo.

Raramente a EM é fatal, mas o acúmulo das sequelas e o avanço da doença podem causar infecções urológicas, pulmonares e dificuldade para engolir, reduzindo a expectativa de vida. Já o tratamento ajuda a evitar o agravamento e possibilita melhora na qualidade de vida.

Pessoas com esclerose múltipla

Estima-se que mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com a esclerose múltipla. Dentre elas estão anônimos, famosos, crianças, adolescentes, idosos, adultos, homens, mulheres, enfim. Abaixo, você confere algumas celebridades que já revelaram ter esclerose múltipla:

  • Selma Blair: a atriz lançará em outubro deste ano (2021) um documentário falando sobre sua batalha desde o diagnóstico em 2018, chamado “Apresentando, Selma Blair”.
  • Christina Applegate: também atriz, Christina desabafou em agosto de 2021 em seu Twitter sobre o diagnóstico.
  • Claudia Rodrigues: a atriz brasileira trava a batalha há mais de 20 anos, desde o seu diagnóstico.
  • Ana Nogueira: diagnosticada em 2009, a atriz somente revelou ao público dez anos depois, com o intuito de tornar a estrada mais fácil para outros portadores da doença.
  • Jack Osbourne: filho do famoso roqueiro Ozzy Osbourne teve o primeiro sintoma em 2012, quando perdeu cerca de 80% da visão do olho direito.
  • Louise Wischermann: conhecida por ter sido paquita da Xuxa entre os anos de 1986 e 1989, foi diagnosticada em 2005, quando tinha 30 anos.

Após o diagnóstico, é reconfortante saber que não se está sozinho e buscar o máximo de informações possíveis para lidar com o problema. A organização Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) foi fundada em 2012 com este propósito. Saiba mais sobre ela.

Além disso, a conscientização e a busca pelo tratamento são primordiais, por isso foi criado o Agosto Laranja. Você pode ajudar nesta luta pela conscientização também, ao compartilhar informações como este artigo. Que tal fazer esta ação do bem? Divulgue este conteúdo em suas redes sociais!

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