Já se deparou com alguém usando um cordão de girassol e se perguntou qual era o seu significado? No Brasil, essa prática ainda é recente, mas está fazendo uma grande diferença na vida de pessoas com deficiências ocultas.

O cordão de girassol não apenas simboliza o apoio a essas pessoas, mas também desempenha um papel crucial na garantia de direitos e na prevenção de julgamentos e situações desconfortáveis. Para entender mais sobre o assunto, continue a leitura!

Como surgiu o cordão de girassol?

Tudo começou com um propósito nobre: tornar a vida de pessoas com deficiências ocultas mais fácil. Em 2016, a equipe do aeroporto de Gatwick, na Inglaterra, estava em busca de maneiras de facilitar o acesso aos direitos dessas pessoas e promover inclusão.

Depois de colaborar com várias organizações e refletir sobre alternativas, surgiu uma solução simples e brilhante: criar um distintivo discreto, mas poderoso – um cordão com girassóis em um fundo verde.

Essa ideia não demorou a ganhar força, evoluindo para se tornar o Hidden Disabilities Sunflower (HD Sunflower). Atualmente, a empresa fornece treinamento em diversos países, abrangendo aeroportos, empresas de varejo, turismo, educação, saúde, espaços públicos, estádios esportivos, parques e muitos outros.

Por que um girassol?

De acordo com a HD Sunflower, a escolha do girassol como símbolo não foi aleatória. Ele é universalmente reconhecido, discreto e representa confiança, crescimento, força, felicidade e positividade, refletindo a jornada das pessoas com deficiências ocultas.

Uso do cordão de girassol no Brasil

No Brasil, o uso do cordão de fita com desenhos de girassóis foi estabelecido por lei como símbolo nacional de identificação para pessoas com deficiências ocultas, conforme a Lei n° 14.624, sancionada em 17 de julho de 2023, que modifica o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015).

É importante lembrar que a lei não torna o uso do cordão obrigatório e não substitui a documentação que comprove a deficiência, caso seja solicitada por atendentes ou autoridades. Vamos falar mais sobre esse tema a seguir.

Quem pode usar o colar de girassol?

Na internet, você encontrará informações sobre pessoas que usam o cordão de girassol para diversas condições de saúde que não são imediatamente visíveis. Isso abrange condições como TDAH, autismo, doença de Crohn, deficiência auditiva, diabetes, síndrome do pânico, epilepsia, fibromialgia, lúpus, esclerose múltipla, esquizofrenia e outras.

No entanto, é essencial entender que nem todas essas condições são legalmente reconhecidas como deficiências no Brasil, o que afeta os direitos de atendimento prioritário e outros benefícios. Como mencionado, o uso do cordão não exclui a necessidade de apresentar documentos que comprovem a deficiência, de acordo com a legislação vigente.

Para alguns casos, como diabetes e TDAH, o status de deficiência ainda não foi estabelecido em nível nacional até a publicação deste artigo. No entanto, há projetos de lei em andamento que buscam mudar esse cenário.

Além disso, é importante observar que alguns Estados e Municípios podem ter regulamentações próprias sobre o assunto, como é o caso de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que conta com a Lei nº 14.239/2021 e lista o TDAH e outras condições.

Muitos pais e pessoas que enfrentam essas condições, que podem ser desafiadoras, apoiam o uso do cordão em locais públicos e privados como uma maneira de obter amparo e compreensão quando necessário.

Este é um tópico em constante debate, com potencial para mudanças ao longo do tempo. No entanto, o foco na conscientização sobre essas questões é fundamental para que as pessoas que enfrentam várias barreiras no dia a dia recebam mais empatia e apoio da sociedade, estejam elas usando ou não o cordão.

Juntos, podemos criar um ambiente mais inclusivo e solidário para todos. Saiba mais sobre o tema em nossa campanha “Nem toda dificuldade é visível” e assista ao vídeo abaixo.

Referências: