A gente sabe que o batuque dos bloquinhos de Carnaval já tá na sua mente faz tempo. Então, pode comemorar, folião, porque fevereiro finalmente chegou! Mas, antes de se fantasiar e partir pras ruas, o assunto é tão importante e tradicional quanto a festa que rola nelas: a camisinha e a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Segundo o IBGE, em 10 anos (2009 – 2019), o uso da camisinha entre adolescentes caiu 13,5%. Não à toa, a incidência de ISTs como sífilis, gonorreia e clamídia disparou e, de acordo com o Ministério da Saúde, são justamente os adultos mais jovens (20 a 34 anos) que concentram mais da metade dos casos (52,9%) de infecções desse tipo.

 

Camisinha: o clássico que funciona

A camisinha é, sim, uma invenção bem antiga – em 1300 a.C, os egípcios já usavam sobre o pênis um envoltório feito de linho, pele e materiais vegetais na hora H –, mas quem foi que disse que antiguidade é sinônimo de defasagem? Mesmo porque, de lá pra cá, o preservativo já cansou de ser aprimorado e segue sendo a forma mais segura e eficaz de prevenção das ISTs.

A melhor fantasia é a camisinha

Quem se fantasia certo sabe que pode aproveitar o Carnaval sem preocupação na hora do sexo. E, além de não precisar esquentar a cabeça com nada além da troca de prazer, tá aí o tanto de vantagem que a camisinha tem pra oferecer àqueles que resistem em se render ao tradicional:

Mole, mole (de fácil)…

Além de ser, até hoje, a forma mais segura e eficaz de evitar qualquer IST, a camisinha também é a mais simples e fácil delas. Difícil é arrumar desculpa plausível para não usar.

O Ministério da Saúde não adverte

A camisinha não possui contraindicações e, para os raríssimos casos de alergia ao látex, há sempre a alternativa dos feitos de poliuretano.

Fácil de achar, mais ainda de comprar

Super acessível, a camisinha é encontrada em farmácias, lojas de conveniência, supermercados e até casas noturnas, além das distribuídas gratuitamente pelo poder público.

Compacta pra quem vê

Cabe na palma da mão, no bolso, na bolsa…, só não dá pra deixar em locais quentes ou abafados. Agora, o que ela precisa mesmo é estar presente (e operante) na hora H.

Perfeita pra quem usa

De vários tamanhos, com maior ou menor espessura, colorida, lubrificada e até texturizada. Além de confortável e segura, a camisinha também pode ser um componente divertido da relação sexual.

 

Como preparar sua fantasia

Existem algumas regras básicas pra que sua fantasia não te deixe na mão e funcione perfeitamente:

  • Mantenha-a sempre em locais frescos e secos. Aquela clássica ideia de deixar na carteira pode não ser tão boa, já que, geralmente, este é um local úmido, especialmente num contexto carnavalesco de aglomeração e suor, e que sofre pressão (quando estamos sentados em cima).
  • Pode até parecer sexy, mas abrir o pacote de camisinha com os dentes sempre oferece o risco danificá-la. Isso também vale para objetos cortantes, como tesouras etc. As embalagens são preparadas para se abrirem facilmente somente com os dedos.
  • Com certeza você já ouviu falarem que usar duas camisinhas ao mesmo tempo, ou até combinar a masculina com a feminina, aumenta a proteção. Mas só o que aumenta mesmo é o risco de atravessar o samba, já que o atrito entre os materiais pode causar o rompimento deles.
  • O ideal mesmo é vesti-la desde o começo da relação sexual, inclusive nas preliminares. Até porque algumas infecções sexualmente transmissíveis não precisam da penetração para serem transmitidas.
  • Lubrificação extra é sempre bem-vinda, mesmo porque, após algum tempo de relação, a lubrificação do preservativo já pode ter se esgotado. Só é importante que os lubrificantes sejam à base de água, hein.
  • Essa é básica, mas vale o reforço: nunca reutilize a camisinha! Além de ser totalmente não higiênico e condenável do ponto de vista sanitário, o preservativo só foi feito para ser utilizado uma única vez.

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Se tivesse cara, ninguém encarava

As ISTs não têm cara, cor, gênero, cheiro, gosto… Então, quem decide arriscar e apostar na intuição aumenta as chances de pecar na prevenção. Passou por isso? Então, observe seu corpo durante a higiene pessoal – isso pode ajudar a identificar uma IST em estágio inicial – e, caso perceba algum dos sinais ou sintomas que listaremos a seguir, procure imediatamente um serviço de saúde e, quando indicado, informe o(a) parceiro(a).

Clamídia

Em muitos casos, sequer causa sintomas. Em outros, pode ocorrer corrimento amarelo e espesso (nas mulheres), além de vermelhidão no órgão genial e dor durante o sexo.

Gonorreia

Causada por uma bactéria, causa dor abdominal e ao urinar, corrimento semelhante a pus (em ambos os sexos), hemorragia vaginal, bolinhas vermelhas na boca e dor durante o sexo.

HPV (verrugas genitais)

Seu vírus, para o qual já existe vacina, causa lesões indolores na pele dos órgãos genitais com textura suave ou rugosa e cor que varia com o tom de pele. Nas mulheres, pode causar câncer de colo do útero.

Herpes

Muito popular, resulta em pequenas bolinhas vermelhas na pele que contém um líquido rico em vírus e resultam em coceira (coxa, ânus e genitália) e, às vezes, febre, dor ao urinar e corrimento (mulheres).

Sífilis

Feridas e manchas vermelhas nas mãos e pés que, apesar de não sangrarem ou doerem, podem causar cegueira, paralisia e problemas cardíacos.

AIDS

Ainda sem cura, causa febre, supres, dor de cabeça, sensibilidade à luz, dor de garganta, vômitos, diarreia e derruba todas as defesas do organismo.

Nem todo carnaval tem seu fim

Se você acredita ter tido contato com o vírus do HIV, procure uma unidade de saúde o quantos antes, pois nesses casos, o tempo é primordial – após uma relação sexual desprotegida, é recomendado que o atendimento médico seja dentro das primeiras 72 horas –, uma vez que a eficácia dos medicamentos antirretrovirais diminui à medida que as horas passam.

 

Fontes

  1. https://www.cnnbrasil.com.br/saude/por-que-jovens-de-20-a-34-anos-representam-mais-de-metade-dos-casos-de-hiv/
  2. https://www.ufpb.br/saehu/contents/noticias/saiba-o-que-sao-ist-e-como-se-faz-a-prevencao-dessas-doencas
  3. https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34340-ibge-divulga-uma-decada-de-informacoes-sobre-a-saude-dos-escolares#:~:text=A%20PeNSE%20traz%20informa%C3%A7%C3%B5es%20sobre,do%20ambiente%20escolar%2C%20entre%20outros.
  4. https://www.cnnbrasil.com.br/saude/por-que-jovens-de-20-a-34-anos-representam-mais-de-metade-dos-casos-de-hiv/
  5. https://brasilescola.uol.com.br/sexualidade/origem-camisinha.htm
  6. https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/hiv-aids/tratamento
  7. https://dorconsultoria.com.br/portfolio/use_capacete/